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Tomates de qualidade para mesa em temporada de chuvas

Com excesso de umidade, definir uma estratégia fisiológica nutricional eficaz é fundamental para ter boa produtividade e frutos de qualidade

A produção de tomate brasileira é grande, seja para indústria ou para o consumo in natura (tomate para mesa). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) aponta que a produção de tomate no Brasil, em 2015, foi de 4.187.729 toneladas. A previsão é que a safra de 2016 fique em torno de 3.611.514 toneladas, queda de 13,8%, considerando tomate para mesa e tomate indústria. Apesar dessa redução, o país é um dos maiores produtores mundiais. O tomateiro é cultivado em várias regiões, mas Goiás, Minas Gerais e São Paulo, lideram  a produção.

O tomate para mesa, conhecido também como indeterminado ou tutorado, pode ser dividido entre os grupos Santa Cruz, Salada, Cereja e Italiano. Com sabor diferenciado, frutos vermelhos e doces, são muito procurados para o consumo em saladas. Seu cultivo exige cuidados e manejos específicos para bons resultados tanto em qualidade quanto em produtividade, especialmente em situações climáticas adversas. No momento da comercialização, o tamanho, a aparência do fruto e o sabor são fundamentais para o consumidor final.

O período de cultivo das variedades de tomate para mesa é mais longo, exigindo cuidados nutricionais durante todo o ciclo, já que o sistema radicular da planta se desenvolve ao longo do período de cultivo.

Excesso de umidade

Entre as questões a serem administradas pelo tomaticultor está o excesso de água. De novembro a março, temporada de chuvas, as áreas cultivadas em campo aberto podem sofrer alguns problemas. “Com o excesso de umidade, há uma diminuição na oxigenação do solo, causando morte de raízes e aumento da suscetibilidade ao ataque de doenças de solo”, explica o engenheiro agrônomo Marcelo César Rosa Lara, coordenador regional de Vendas da Tradecorp do Brasil. Nesta situação “a planta também diminui a capacidade de absorção de água e nutrientes, o que pode levar a um desbalanço nutricional e fisiológico, além de causar o aumento na incidência e severidade de doenças fúngicas e bacterianas na planta”, observa.

As doenças e pragas mais comuns que atacam as plantas nessa época são: requeima, mancha bacteriana, pinta preta, fusariose e podridões de raiz. Em termos de pragas, os maiores ataques ocorrem pela mosca branca, broca e tripes. Mas se a planta estiver bem nutrida, as chances destes problemas causarem prejuízos nas lavouras são menores “Por isso, é importante investir em uma estratégia fisiológica nutricional fisiológicas eficaz, que ofereça os nutrientes essenciais aos tomateiros, suprindo as necessidades e mantendo as plantas bem equilibradas nutricionalmente”, recomenda Lara.

Nutrientes essenciais

Essa estratégia fisiológica nutricional e fisiológica deve contar com diversos nutrientes. Entre eles, três podem ser considerados essenciais: o cálcio (Ca), o manganês (Mn) e o zinco (Zn), que “estão diretamente envolvidos na síntese de compostos utilizados na resposta/tolerância e combate as infecções nas plantas”, afirma Lara, que é mestre em Produção Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).

O cálcio participa no desenvolvimento dos tecidos condutores da planta e também na qualidade do tomate, sendo importante para o crescimento vegetativo do tomateiro.  O manganês, por sua vez, é importante para formação de clorofila. Em períodos úmidos, a planta fica com deficiência desse nutriente, o que pode causar dificuldades no desenvolvimento dos frutos.

Por fim, o zinco, além de ajudar no crescimento vegetativo da planta, está relacionado ao amadurecimento do fruto. Sua carência pode ocasionar amadurecimento precoce dos tomates, inviabilizando a produção.  De acordo com Lara, “plantas com nutrição adequada tem maior taxa metabólica, principalmente da fotossíntese, o que está diretamente relacionado ao crescimento, ao acúmulo de reservas e à produtividade”.